Este artigo discute a noção de abstratização e concretização que envolve os substantivos. Apresenta definições de substantivos abstratos e concretos adotadas por gramáticos. Leva em consideração a proposição de Martin (1996), que defende o fenômeno de abstratização/concretização dentro de uma abordagem escalar; e a de Rocha (2003), em que se apresentam critérios de concretização de substantivos abstratos.
Palavras-chave: Palavras)chave: substantivos abstratos; substantivos concretos; critérios de concretização; graus de concretização/abstratização.

Fonte: Revista (Con)textos Linguísticos - Vol 2; p. 5-23; 2008.
(Acesso em 25/06/2011)

E o nome abstrato existe? - Lúcia Helena Peyroton da Rocha (UFES)
Os livros didáticos de Língua Portuguesa, assim como as suas gramáticas normativas e pedagógicas, apresentam as regras de acentuação gráfica de uma forma extremamente fracionada e impregnada de exceções, desmoralizando os professores mais atentos à lógica que levou a essas regras e desmotivando os alunos. Em primeiro lugar, observemos que a acentuação gráfica é uma normatização da lógica gramatical, estabelecida estatisticamente a partir de sua fonética básica, que acentua naturalmente a penúltima vogal nas palavras com as terminações fracas a, as, e, es, o, os, am, em e ens.
As palavras que ferirem a natureza da língua são acentuadas graficamente porque o acento gráfico foi criado para marcar o deslocamento da acentuação natural da palavra.
Palavras-chave: Ortografia, Acentuação, Leitura, Ensino, Gramática

Texto resultante de uma palestra proferida no 4° Congresso da Pós-Graduação em Letras da UERJ – São Gonçalo, no dia 15 de dezembro de 2006, e na Reunião do CiFEFiL, no dia 14 de abril de 2007.]
Fonte: Revista Philologus Ano 13 n° 37
http://www.filologia.org.br/revista/37/01.htm (Acesso em 28/10/2010)

Um estudo sobre as características especiais das fricativas coronais não podia deixar de contemplar um capítulo sobre a sílaba, visto que em muito dos processos fonológicos, algumas das questões problemáticas acontecem no domínio da sílaba, resultado da hierarquia e organização deste constituinte prosódico, nomeadamente no âmbito das regras fonotácticas. Assim, procurámos obter uma definição de sílaba, analisar os seus constituintes, a sua organização e os princípios pelos quais se rege. Em suma, tentámos encontrar a resposta para a questão da importância da sílaba na teoria fonológica.

Fonte: elingUP - Revista electrónica de linguística dos estudantes da Universidade do Porto; Vol. 1 - N. 1; 2009; p. 37-59
http://cl.up.pt/elingup/vol1n1/abstract/abstract_3.html
(Acesso em 28/10/2010)
 
* A importância da sílaba: uma reflexão fonológica. - Isabel Henriques (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
    Temos por objetivo fazer uma leitura de Esaú e Jacó, de Machado de Assis, procurando estabelecer uma relação intertextual com a série literária e com a série social. De antemão, sabemos que esta relação não acontece de forma imitativa, mas parodística.
    A paródia é uma forma dialética de comunicação entre o texto literário e o(s) “texto(s)” extraliterário(s) em que o discernimento crítico se faz presente. A intertextualidade acontece na medida em que perturba o sentido do texto primeiro, seja literário ou não, fazendo com que o clichê seja transformado.
    Machado de Assis pontilha toda a intriga de Esaú e Jacó com os dados do cotidiano, não levados em conta pela historiografia oficial. Dentro desta concepção, que é da “Nouvelle Histoire”, não existem fatos históricos fora de um contexto infinito de intrigas. E o romancista, neste momento, confunde-se com o historiador, ao valorizar o homem, enquanto ser problemático, em sua singularidade, na coletividade.

Disponível em Letras em foco. Anais da II Semana de Letras e da VI Semana de Lingüística e Filologia. Tomo II: Literatura. São Gonçalo: DEL(UERJ) / CiFEFiL, 2000.
Link: http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit02/sliit02_65-74.html
(Acesso em 14/04/2011)
(...) O amor cortês, como bem afirma Natália Correia, “insere-se num complexo ideológico que determina a Renascença e a Reforma, surgindo como a síntese encontrada pelo homem pré-renascentista para se furtar a um poder desfigurante de sua individualidade.” (CORREIA, 1978, P. 24) Isto porque a divisão em corpo e alma impossibilita ao ser atingir a sua síntese, a plenitude de sua identificação, tornando-o mais suscetível de pressões externas. Uma vez reintegrada essa plenitude, “vive em regime de androginato, de unificação, e não teme enfrentar a autoridade paterna do deus, assim como o estatuto terreno que a reflete”.(CORREIA, 1978, P.24) Por tudo isso, deve-se reconhecer que o amor trovadoresco não promove um ajuste entre a realidade e o conceito de amor. De certa forma, porém, torna-se um conceito que busca operar sobre essa realidade, transformando-a sobretudo a partir da valorização do princípio feminino, da posição de destaque que confere à mulher. Na verdade, a submissa posição feminina converte-se em fonte de inspiração do amor capaz de reintegrar a personalidade do homem perante a autoridade que o descaracteriza. Daí o caráter revolucionário do amor cortês, uma “invenção” que surgiu e desapareceu durante a idade média, mas cujos ecos podemos perceber em toda a literatura posterior, até os nossos dias.

Letras em foco. Anais da II Semana de Letras e da VI Semana de Lingüística e Filologia. Tomo II: Literatura. São Gonçalo: DEL(UERJ) / CiFEFiL, 2000.

Link: http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit02/sliit02_93-98.html
(Acesso em 14/04/2011)
Este ensaio tenta provar que a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, ao privilegiar a natureza tropical como metáfora da representação nacional, além de se inserir no tradicional projeto de edenização da natureza local, por si só acabou construindo uma tradição própria dentro das letras brasileiras.

Disponível em Revista Letras (UFPR), Volume 60, 2003.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/letras/article/view/2859/2341
(Acesso em 17/09/2010)


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O poema e a metáfora. (Wilton José Marques) - Wilton José Marques (Pós-doutorando IEL/Unicamp)

(...) O gênero, como categoria nominal, pode seguir diversos critérios de classificação, de acordo com a língua que o organiza. Câmara Jr. registra, como exemplo, a língua malaia, que distribui o seu léxico, segundo o gênero, na classe dos seres humanos, na dos bichos de cauda, na dos frutos (que inclui os navios, as ilhas e os lagos), na dos grãos com todos os objetos redondos, etc.[2] O fato de os navios, entre outras palavras, estarem incluídos na classe dos "frutos" mostra a precariedade que pode estar presente nos critérios de distribuição das palavras de uma língua em classes mórficas.

Fonte:
Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades (UNIGRANRIO); Vol. II, Nº VI; Jul-Set/2003.
(Acesso em 24/12/2010)

* O gênero do português e suas relações morfo-semânticas. - Prof. Mauro José Rocha do Nascimento (UNIGRANRIO)