(...) Há aproximadamente uma década, surgiram os primeiros registros de diários na internet. Desde então, os servidores de weblogs tiveram um aumento significativo de usuários. Qualquer indivíduo com acesso à internet pode criar o seu próprio weblog, blog ou blogue (termo adotado por parte dos falantes da Língua Portuguesa). Originalmente utilizados como diários, os blogues passaram a atender às mais diversas finalidades e abordar temas como política, educação, esporte e cultura. Muitos autores publicam crônicas, contos e poesias, tornando seu conteúdo essencialmente literário. Todos os tipos de discursos se cruzam, numa rede de intertextualidades força a quebra do preconceito contra o não-erudito. Apesar de serem considerados por grande parte dos estudiosos uma forma inferior de publicação, muitos blogues têm textos bem escritos e possuem conteúdos literários que tratam de temas de imprescindível relevância, o que os torna um novo conceito de produção literária, que poderia propiciar uma quebra de barreiras entre os estudos acadêmicos e a produção popular.

Fonte: BAROSSI, L. Gêneros e Formas Literárias nos Blogues. Revista ARTEFACTUM, v. 2, p. 6-15, 2009.
http://www.rafrom.com.br/portal/index.php?view=article&catid=56%3Aliteratura&id=248%3Ageneros-e-formas-literarias-nos-blogues&tmpl=component&print=1&page=&option=com_content&Itemid=62
(Acesso em 21/12/2010)

* Gêneros e Formas Literárias nos Blogues. - Luana Barossi (USP)
Este estudo propõe uma abordagem ao estudo da crônica como um exercício reflexivo em quatro eixos: a) o que é a crônica; b) a linguagem da crônica: c) a tipologia da crônica e d) a crônica no Brasil. A fundamentação teórica desenvolve-se com um olhar a partir de Martins (1985) entre outros estudiosos do gênero. Martins afirma que: a crônica e: “um fazer em trânsito entre o jornalismo e a literatura, e nutre-se do instigante diálogo com o leitor”. O estudo pretende também averiguar as possibilidades e os limites da crônica como texto de análise compreensiva no campo dos estudos literários. É de cunho bibliográfico e procura auferir, ao gênero crônica, um novo “status” tal qual outros gêneros consagrados, embora Antonio Candido afirme que uma literatura não se faz apenas com grandes cronistas.
Palavras-chave: Crônica. Jornalismo. Literatura.

Fonte: Revista Científica Plural; Edição 002. Julho 2008.
http://paginas.unisul.br/agcom/revistacientifica/artigos_2008b/eloisa_moura.pdf
(Acesso em 21/12/2010)


* Estudo da Crônica. - Eloísa Silva Moura
O presente trabalho surgiu da necessidade de repensar o processo de categorização, no qual está inserida a classe dos substantivos, mais especificamente os concretos e abstratos relacionados ao campo da religiosidade. Isso porque é notável a dificuldade entre os falantes em explicar o que sejam os mesmos e, sobretudo, quais elementos tais categorias abarcam. Definiu-se para tanto a teoria advinda da sociocognição, a fim de repensar o legado formalista.
Palavras-chave: Substantivos; Abstrato; Concreto; Semântica Cognitiva; Religiosidade.

Fonte: Revista Gatilho (UFJF), Ano V, Volume 9, Março 2009.
http://www.ufjf.br/revistagatilho/files/2009/12/VOLUME-9-Uma-abordagem-semantico-cognitiva.pdf
(Acesso em 25/06/2011)

Este ensaio discute a fronteira entre o “ser” enquanto nome e o “ser” enquanto verbo. Feitas algumas considerações teóricas sobre o tema, algumas bibliografias didáticas são estudadas em função desta distinção.

Fonte:
Revista Linguagem em (Dis)curso, volume 1, número 1, jul./dez. 2001
http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0101/13.htm
(Acesso em 25/06/2011)

Substantivo e ser. - Lisette Fernandes Figueiredo
Este artigo discute a noção de abstratização e concretização que envolve os substantivos. Apresenta definições de substantivos abstratos e concretos adotadas por gramáticos. Leva em consideração a proposição de Martin (1996), que defende o fenômeno de abstratização/concretização dentro de uma abordagem escalar; e a de Rocha (2003), em que se apresentam critérios de concretização de substantivos abstratos.
Palavras-chave: Palavras)chave: substantivos abstratos; substantivos concretos; critérios de concretização; graus de concretização/abstratização.

Fonte: Revista (Con)textos Linguísticos - Vol 2; p. 5-23; 2008.
(Acesso em 25/06/2011)

E o nome abstrato existe? - Lúcia Helena Peyroton da Rocha (UFES)
Os livros didáticos de Língua Portuguesa, assim como as suas gramáticas normativas e pedagógicas, apresentam as regras de acentuação gráfica de uma forma extremamente fracionada e impregnada de exceções, desmoralizando os professores mais atentos à lógica que levou a essas regras e desmotivando os alunos. Em primeiro lugar, observemos que a acentuação gráfica é uma normatização da lógica gramatical, estabelecida estatisticamente a partir de sua fonética básica, que acentua naturalmente a penúltima vogal nas palavras com as terminações fracas a, as, e, es, o, os, am, em e ens.
As palavras que ferirem a natureza da língua são acentuadas graficamente porque o acento gráfico foi criado para marcar o deslocamento da acentuação natural da palavra.
Palavras-chave: Ortografia, Acentuação, Leitura, Ensino, Gramática

Texto resultante de uma palestra proferida no 4° Congresso da Pós-Graduação em Letras da UERJ – São Gonçalo, no dia 15 de dezembro de 2006, e na Reunião do CiFEFiL, no dia 14 de abril de 2007.]
Fonte: Revista Philologus Ano 13 n° 37
http://www.filologia.org.br/revista/37/01.htm (Acesso em 28/10/2010)

Um estudo sobre as características especiais das fricativas coronais não podia deixar de contemplar um capítulo sobre a sílaba, visto que em muito dos processos fonológicos, algumas das questões problemáticas acontecem no domínio da sílaba, resultado da hierarquia e organização deste constituinte prosódico, nomeadamente no âmbito das regras fonotácticas. Assim, procurámos obter uma definição de sílaba, analisar os seus constituintes, a sua organização e os princípios pelos quais se rege. Em suma, tentámos encontrar a resposta para a questão da importância da sílaba na teoria fonológica.

Fonte: elingUP - Revista electrónica de linguística dos estudantes da Universidade do Porto; Vol. 1 - N. 1; 2009; p. 37-59
http://cl.up.pt/elingup/vol1n1/abstract/abstract_3.html
(Acesso em 28/10/2010)
 
* A importância da sílaba: uma reflexão fonológica. - Isabel Henriques (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)